quarta-feira, 19 de novembro de 2025


O Valor Que Não Se Compra: Um Coração de Ouro

Num mundo que tantas vezes parece girar depressa demais, onde as palavras por vezes se gastam e os sentimentos se escondem, há algo que nunca perde o brilho: um verdadeiro coração de ouro.
É raro e precioso como o primeiro raio de sol numa manhã fria, como o abraço sincero que chega sem ser pedido, como aquele sorriso que vem do fundo da alma e ilumina até os dias mais cinzentos.

Esta música é um tributo a todas essas almas especiais — às que amam sem condições, às que estendem a mão sem esperar recompensa, às que partilham o pouco que têm com o muito do seu coração.
É para ti, que sabes ouvir com atenção, que sabes ver para além do que é visível, que acreditas que a bondade é a maior riqueza que se pode ter.

O verdadeiro ouro não reluz nas vitrinas, nem se mede em quilates: ele vibra dentro de quem sabe dar o melhor de si mesmo, sem esperar troféus ou aplausos.
Está na vizinha que nos oferece um pedaço de bolo acabado de sair do forno.
Está no amigo que atravessa a cidade só para nos ouvir.
Está no avô que ensina a plantar, não só sementes, mas sonhos.

"Coração de Ouro" é uma canção que quer ser abraço, quer ser gratidão.
É a nossa forma de dizer que, enquanto existirem pessoas assim — simples, generosas, de alma limpa — o mundo será sempre um lugar com esperança.

Que nunca deixemos de valorizar quem tem este brilho especial.
Que saibamos reconhecer e agradecer quem, com pequenos gestos, constrói grandes mundos dentro de nós.
E que, cada um à sua maneira, sejamos também nós donos de um pedacinho desse ouro invisível, eterno e transformador.

Porque no final do dia, o que verdadeiramente nos enriquece... é o amor que deixamos nos corações dos outros.

Coração de Ouro - A Rainha do Pimba


Coração de Ouro

(Verso 1)
Tens nos olhos a luz da bonança,
No sorriso, o calor da esperança,
És abraço que acolhe sem pedir,
És força que ensina a nunca desistir.

(Verso 2)
Na tua mão cabe o mundo inteiro,
Num gesto simples, tão verdadeiro,
És quem dá sem nunca reclamar,
És amor a espalhar, a multiplicar.

(Refrão – 2x)
Tens um coração de ouro, meu amor,
Feito de sonho, ternura e cor,
Onde cabemos eu, tu e o mundo,
Neste teu abraço tão profundo.

(Verso 3)
Cada palavra tua é um manto,
Que cobre a dor e enxuga o pranto,
Em ti mora a bondade, sem vaidade,
Tens a alma feita de eternidade.

(Ponte)
Quem te conhece sabe bem,
Que és farol no meio do além,
És quem semeia sem esperar,
Só por amor, só por amar.

(Refrão – 2x)
Tens um coração de ouro, meu amor,
Feito de sonho, ternura e cor,
Onde cabemos eu, tu e o mundo,
Neste teu abraço tão profundo.

(Final – em coro suave e emocionante)
Tens um coração... de ouro!


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terça-feira, 18 de novembro de 2025

Hoje É Festa Na Aldeia - A Rainha do Pimba


Onde a Alegria Mora: A Nossa Aldeia em Festa

Há dias em que o coração parece bater mais forte, e a alma dança antes mesmo de ouvirmos a música. "Hoje É Festa Na Aldeia" é mais do que um título: é um chamamento, um abraço coletivo, uma promessa de alegria partilhada.

Na aldeia, a festa começa muito antes da primeira música. Começa nas mãos calejadas que penduram as bandeirinhas, nos olhos brilhantes das crianças que não conseguem esconder a ansiedade, nas conversas animadas dos vizinhos que, entre tachos e panelas, planeiam o banquete que todos vão partilhar.

É nestes momentos que se revela o que há de mais bonito em nós: a capacidade de celebrar a vida em comunidade, de sorrir uns para os outros como quem diz "a tua alegria é também a minha."
As ruas enchem-se de cor, os aromas de pão acabado de cozer e sardinha assada invadem o ar, e as janelas adornam-se com colchas bordadas, como quem prepara a casa para receber um velho amigo.

E quando o primeiro acorde do acordeão ecoa pelo largo da aldeia, já ninguém consegue ficar parado. Jovens e velhos, braços dados, passos trocados, corações sincronizados. Não há diferença de idade, não há tristeza que resista, não há memória que não se enriqueça com estas horas de pura felicidade.

"Hoje É Festa Na Aldeia" é também um hino à gratidão — pela terra que nos viu crescer, pelas tradições que nos moldaram, pelas histórias que, de geração em geração, mantêm viva a chama da nossa identidade.
Cada dança, cada gargalhada, cada brinde à lua é um tributo à simplicidade e à beleza de estarmos juntos, de partilharmos o que temos de melhor: o amor pela nossa gente.

Que nunca faltem festas nas nossas aldeias. Que nunca nos esqueçamos que o verdadeiro luxo da vida é este: celebrar o que somos, de onde vimos, e o que temos — uns aos outros.
Porque enquanto houver festa na aldeia, haverá esperança no mundo.

Hoje É Festa Na Aldeia - A Rainha do Pimba


Hoje É Festa Na Aldeia

(Verso 1)
O sino já toca lá no alto do monte,
As ruas vestiram-se de luz e de fonte,
As mesas cheias, o vinho a correr,
Hoje é dia de festa, vamos todos viver!

(Verso 2)
As crianças correm, os velhotes sorriem,
Na praça há cantares, até os santos se riem,
O cheiro a sardinha já paira no ar,
E a banda afinada pronta a tocar!

(Refrão – 2x)
Hoje é festa na aldeia, vem daí, não fiques só,
Traz o riso, traz a alma, que a noite é para nós!
De mãos dadas a bailar, ao som da alegria,
Hoje é festa, é vida, é magia na aldeia!

(Verso 3)
As fitas no cruzeiro dançam ao vento,
As modas antigas enchem o pensamento,
No terreiro há marchas, canta o coração,
E quem cá vier sente logo a paixão!

(Ponte)
Abrem-se portas, partilham-se abraços,
Velhos e novos apertam seus laços,
É neste dia que o tempo se esquece,
E a nossa aldeia inteira agradece!

(Refrão – 2x)
Hoje é festa na aldeia, vem daí, não fiques só,
Traz o riso, traz a alma, que a noite é para nós!
De mãos dadas a bailar, ao som da alegria,
Hoje é festa, é vida, é magia na aldeia!

(Final – com palmas, gargalhadas e música a subir)
Hoje é festa, é vida, é magia... na aldeia!


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segunda-feira, 17 de novembro de 2025

Ó Maria, Dá me um Beijinho - A Rainha do Pimba



O Amor Simples Que Nos Faz Sonhar

Numa aldeia perdida entre serras e campos dourados, o amor não precisa de grandes discursos nem de promessas complicadas. Basta um olhar tímido, um sorriso maroto e um pedido sincero: "Ó Maria, dá-me um beijinho."
Nessa frase simples cabe o mundo inteiro: a esperança, o nervosismo, a ternura de quem ama com pureza e sem pressa.

É neste espírito que celebramos o amor que nasce nas esquinas das ruas empedradas, no adro da igreja, nas feiras e romarias.
O amor que dança ao som do acordeão, que se adivinha nos olhares trocados entre tachos fumegantes de caldo verde e sardinhas a pingar no pão.

"Ó Maria, Dá-me um Beijinho" é mais do que uma canção engraçada — é a história de todos nós. De quem já esperou ansiosamente um sinal, um gesto, um toque. De quem, no meio da timidez, encontrou coragem para dizer ao coração do outro: "Aqui estou, gosto de ti."
Não há amor mais bonito do que aquele que é construído assim, com paciência, com risos envergonhados e com a esperança teimosa de quem acredita que basta um pequeno gesto para acender uma grande paixão.

Maria representa todas as Marias deste mundo: as tímidas, as orgulhosas, as sonhadoras. E o rapaz insistente, que oferece flores silvestres e melodias ao luar, representa todos aqueles que amam sem reservas, que não desistem de acreditar que, no final, um beijo roubado pode ser o início de uma história para toda a vida.

Que esta música nos lembre que o amor verdadeiro é feito de pequenos grandes momentos — e que às vezes, tudo o que é preciso é pedir, com um sorriso nos lábios e o coração nas mãos:
"Ó Maria, dá-me um beijinho!"

Ó Maria, Dá me um Beijinho - A Rainha do Pimba


Ó Maria, Dá-me um Beijinho

(Verso 1)
Ó Maria, andas a fugir de mim,
Sempre a correr, feita andorinha assim,
Eu com mil flores na mão a tremer,
E tu a sorrir, a fingir não me ver!

(Verso 2)
No adro da igreja, à sombra da oliveira,
Cantei-te um fado, fiz-te uma brincadeira,
Mas tu, tão marota, fingiste desdém,
E eu aqui louco, a pedir-te também...

(Refrão – 2x)
Ó Maria, dá-me um beijinho,
Só um, pequenino, no cantinho!
Se deres hoje, amanhã dou eu,
E o nosso amor vai ser só teu e meu!

(Verso 3)
Levo serenatas à tua janela,
Desenho corações no vidro da panela,
Até no mercado já sabem de cor,
Que o meu coração é teu, meu amor!

(Ponte)
Maria, Maria, não sejas assim,
Que um beijo roubado nunca fez mal a ninguém,
Dá-me essa graça, essa prenda do céu,
Que o mundo inteiro vai aplaudir, sou eu!

(Refrão – 2x)
Ó Maria, dá-me um beijinho,
Só um, pequenino, no cantinho!
Se deres hoje, amanhã dou eu,
E o nosso amor vai ser só teu e meu!

(Final – com gargalhadas e palmas)
Ó Maria, dá-me um... beijinho!


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terça-feira, 4 de novembro de 2025

Acordeão, Meu Companheiro - A Rainha do Pimba


A Música Que Vibra Com a Alma do Povo

Há sons que não se ouvem apenas — sentem-se. O acordeão é desses sons: quando ele ecoa no ar, ele não apenas embala a dança dos pés, mas também a dança do coração.
É impossível ouvir o fole a abrir e fechar sem que um sorriso nasça espontaneamente, sem que a alma se aqueça num abraço invisível de nostalgia, alegria e festa.

O acordeão é muito mais do que um instrumento. É uma memória viva do nosso povo, das nossas raízes, das nossas tradições.
É ele que puxa pelas pernas cansadas para mais uma dança. É ele que faz o avô recordar os bailes antigos e a avó suspirar por um amor de juventude.
É ele que une gerações, que enche as praças, que transforma uma rua simples num palco iluminado de emoções.

Quando o acordeão canta, a saudade dança, o riso explode, os olhos brilham.
É nas suas teclas e botões que cabem as histórias dos nossos antepassados, as alegrias das festas populares, os sonhos murmurados entre uma volta de dança e outra.
Cada nota é uma homenagem a quem vive a vida com paixão, simplicidade e gratidão.

Numa era em que a velocidade tenta engolir a alma das coisas, o som do acordeão é um convite a parar, a sentir, a viver. A lembrar que a felicidade está nas coisas mais simples: num par de mãos que se tocam ao som de uma música antiga, num pé descalço a bater no chão de terra batida, num sorriso aberto partilhado com quem nem conhecemos, mas que parece da família.

Por isso, hoje e sempre, rendemo-nos ao poder do acordeão.
Ele é mais do que som.
Ele é coração.
Ele é festa.
Ele é Portugal.

Acordeão, meu companheiro — que nunca nos faltes! Que continues a tocar a nossa vida com essa magia que só tu sabes criar!

Acordeão, Meu Companheiro - A Rainha do Pimba




 

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