segunda-feira, 17 de novembro de 2025

Ó Maria, Dá me um Beijinho - A Rainha do Pimba



O Amor Simples Que Nos Faz Sonhar

Numa aldeia perdida entre serras e campos dourados, o amor não precisa de grandes discursos nem de promessas complicadas. Basta um olhar tímido, um sorriso maroto e um pedido sincero: "Ó Maria, dá-me um beijinho."
Nessa frase simples cabe o mundo inteiro: a esperança, o nervosismo, a ternura de quem ama com pureza e sem pressa.

É neste espírito que celebramos o amor que nasce nas esquinas das ruas empedradas, no adro da igreja, nas feiras e romarias.
O amor que dança ao som do acordeão, que se adivinha nos olhares trocados entre tachos fumegantes de caldo verde e sardinhas a pingar no pão.

"Ó Maria, Dá-me um Beijinho" é mais do que uma canção engraçada — é a história de todos nós. De quem já esperou ansiosamente um sinal, um gesto, um toque. De quem, no meio da timidez, encontrou coragem para dizer ao coração do outro: "Aqui estou, gosto de ti."
Não há amor mais bonito do que aquele que é construído assim, com paciência, com risos envergonhados e com a esperança teimosa de quem acredita que basta um pequeno gesto para acender uma grande paixão.

Maria representa todas as Marias deste mundo: as tímidas, as orgulhosas, as sonhadoras. E o rapaz insistente, que oferece flores silvestres e melodias ao luar, representa todos aqueles que amam sem reservas, que não desistem de acreditar que, no final, um beijo roubado pode ser o início de uma história para toda a vida.

Que esta música nos lembre que o amor verdadeiro é feito de pequenos grandes momentos — e que às vezes, tudo o que é preciso é pedir, com um sorriso nos lábios e o coração nas mãos:
"Ó Maria, dá-me um beijinho!"

Ó Maria, Dá me um Beijinho - A Rainha do Pimba


Ó Maria, Dá-me um Beijinho

(Verso 1)
Ó Maria, andas a fugir de mim,
Sempre a correr, feita andorinha assim,
Eu com mil flores na mão a tremer,
E tu a sorrir, a fingir não me ver!

(Verso 2)
No adro da igreja, à sombra da oliveira,
Cantei-te um fado, fiz-te uma brincadeira,
Mas tu, tão marota, fingiste desdém,
E eu aqui louco, a pedir-te também...

(Refrão – 2x)
Ó Maria, dá-me um beijinho,
Só um, pequenino, no cantinho!
Se deres hoje, amanhã dou eu,
E o nosso amor vai ser só teu e meu!

(Verso 3)
Levo serenatas à tua janela,
Desenho corações no vidro da panela,
Até no mercado já sabem de cor,
Que o meu coração é teu, meu amor!

(Ponte)
Maria, Maria, não sejas assim,
Que um beijo roubado nunca fez mal a ninguém,
Dá-me essa graça, essa prenda do céu,
Que o mundo inteiro vai aplaudir, sou eu!

(Refrão – 2x)
Ó Maria, dá-me um beijinho,
Só um, pequenino, no cantinho!
Se deres hoje, amanhã dou eu,
E o nosso amor vai ser só teu e meu!

(Final – com gargalhadas e palmas)
Ó Maria, dá-me um... beijinho!


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